Parque Zoobotânico do Museu Goeldi faz 113 anos

Aniversário foi sexta-feira. Comemorações prosseguem até setembro, com palestras, trilhas e teatro.


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Preguiças alegram crianças e adultos no Parque Zoobotânico /AGÊNCIA M.GOELDI
AGÊNCIA AMAZÔNIA
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BELÉM, PA – Os 113 anos do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi são lembrados nesta sexta-feira, 15 de agosto, mas a festa irá até setembro próximo. Amostra viva de espécies da flora e da fauna da Amazônia, o Parque com 5,4 hectares é um dos mais disputados espaços de lazer da capital do Pará.

Com a participação do público está programado um ciclo de palestras sobre o parque, nos dias 28 e 29, das 14 às 17h, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, na Avenida Magalhães Barata, 376. Serão mostradas experiências positivas em áreas verdes públicas e debatidos o manejo do uso público do Parque, gestão participativa de áreas protegidas, a importância da coleção florística e a diversidade de plantas ornamentais da Amazônia.

Criado em 1895 pelo naturalista suíço Emílio Goeldi, o Parque Zoobotânico é tombado como Patrimônio Histórico Nacional e Estadual. Na área se encontra abrigada significativa mostra da fauna e flora amazônicas. Sua diversificada vegetação é composta por 480 espécies botânicas, na qual se destacam as árvores de grande porte, entre as quais a samaumeira, o visgueiro, o ipê, que florescem nessa época do ano, além de espécies ameaçadas de extinção, entre elas o mogno.

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Jacaré "Alcino" é um dos bichos mais conhecidos /AGÊNCIA M. GOELDI
Cotias, garças, jacarés, preguiças...

A fauna livre é outro atrativo: cotias, garças, guarás, preguiças e outras espécies da fauna amazônica convivem livremente com os visitantes. O jacaré-açu “Alcindo”, as onças-pintadas, os macacos, os quelônios, além de um novo morador “Irê”, ariranha-macho de 15 quilos que chegou da Hidrelétrica de Baldina (AM) para fazer par com “Yara”, são atrações que encantam adultos e crianças. Em média, flora e fauna são vistas por 200 mil visitantes por ano.

O parque do Museu Goeldi vem sendo revitalizado. Como parte das obras, que visam à modernização de sua infra-estrutura, estão a reforma de seu aquário, um dos mais antigos do País, que deve ficar pronto até final do ano, e a instalação de uma área de descanso para dar mais conforto aos visitantes. Localizada à esquerda de quem entra no parque, entre o castelinho e o prédio da diretoria, o espaço já está à disposição dos usuários e conta com banheiros novos, fraldário e acesso para deficientes físicos.

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Ire, ariranha-macho, chegou do Amazonas e já tem companhia /AGÊNCIA M.GOELDI
Natureza, cultura e pessoas

Coordenada pelo Serviço de Educação e Extensão Cultural do museu, a programação especial de aniversário abordará o tema “Diversidade: a natureza, a cultura e as pessoas”. Voltada para alunos e professores do ensino fundamental e médio e para os visitantes do parque, visa estimular a convivência dos visitantes com a diferença. Incentiva-se crianças e adolescentes portadoras de necessidades especiais ao convívio com outras pessoas por meio de encontros criativos e trilhas educativas.

Destinadas a escolas do ensino fundamental e médio, previamente agendadas, a “Trilha dos Seres Encantados”, ao ar livre, ocorrerá no período de 19 a 22 de agosto, e no domingo, dia 24, somente pela manhã, de 9 às 12 horas. Contará com músicas e efeitos sonoros e iluminação especial para apresentar as principais lendas amazônicas: Vitória-régia, Matinta-Perêra, Curupira, Aruanã, Amazonas e Boto.

Coordenado pela educadora Helena Quadros, o circuito sobre as lendas da região é resultado de um trabalho de conclusão de curso das ex-estagiárias do Núcleo, Elísia Coêlho e Laura Nogueira, alunas do Curso de Bacharel em Turismo, com habilitação em Ecoturismo, do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia, sob orientação da educadora Lúcia Santana.

“Era uma vez na Amazônia”

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Lenda da Vitória Régia na Trilha do Vale Encantado /AGÊNCIA M.GOELDI
As lendas amazônicas também são o tema da “Hora do Conto: Era uma vez na Amazônia”, atividade que terá a participação do público nas representações dos mitos regionais. Voltada para alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental, a contação de histórias acontecerá nos dias 27 e 28, às 9h30 e 10h30, e será mediada pelos educadores Josefa Silva, Reginaldo Aleixo e Raquel Ferreira, no espaço Raízes.

No dia 31, último domingo de agosto, a “Trilha dos Sentidos: percebendo o Parque Zoobotânico com outros olhos” será oferecida como opção para o visitante, que será convidado a caminhar de olhos vendados, com o desafio de perceber a natureza por meio dos outros sentidos: tato, olfato, audição e paladar. A atividade será realizada das 10 às 14 horas.

No mesmo dia também haverá a Exposição-Feira Arte Goeldi, para divulgar e valorizar o artesanato regional e o artista local, com destaque para os trabalhos que utilizam material botânico reciclado.

Um domingo sem visitantes

Domingo de teatro, o dia 24 de agosto marca a estréia da peça “E aí Macaco?”, espetáculo da Companhia “In Bust Teatro com Bonecos”, que homenageia o Museu Goeldi. A peça trata da relação dos bichos do parque com seus visitantes, a partir da ótica dos animais. Os personagens, Macaco Salomão, Cotia Estelinha, Arara Mariléia, as irmãs Tracajás, o Jacaré Alcino e a Garça Indaiá, revelam pontos de vista diferentes dessa relação, a partir de um fato inusitado: um domingo de visitação, nenhuma criatura humana aparece no Parque.

E aí? O que poderá ter acontecido? A Garça Indaiá, que é livre, alça vôo do parque em direção à cidade na intenção de descobrir o que está havendo, mas não volta. Alguns bichos arriscam motivos catastróficos para o fato e começam a armar um plano mirabolante para sair, enquanto outros defendem que não há melhor lugar para ficar do que onde estão.

Construída para a linguagem do teatro com bonecos, a dramaturgia se baseia nos seguintes ingredientes: o bom humor, o lúdico e o ridículo, observados pela intervenção dos atores que manipulam os bonecos e que na história personificam duas árvores: a Samaumeira e a Mangueira. A idéia é trazer ao expectador do teatro com bonecos um olhar diferente para os animais que habitam o parque. A peça será reapresentada nos dias 7 e 14 de setembro.

(*) Com informações da Agência Museu Goeldi.

SERVIÇO

Escolas interessadas devem entrar em contato com:
nuvop@museu-goeldi.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
hquadros@museu-goeldi.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Telefone 91 3259-6588

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José Maria Reis publicou em 18.Agosto.08
ecoturismo@argonautas.org.br



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